Archive for outubro \31\UTC 2008

DOWNLOADS… ILEGAIS?

outubro 31, 2008

OU PODEM SER LUCRATIVOS?

                     

Em 2008, gravadoras admitem que querem saber o que você baixa. Empresas como BigChampagne entregam de bandeja dados sobre bilhões de downloads. 

 

Num mundo onde para cada música comprada nas lojas outras 20 são baixadas ilegalmente, as gravadoras resolveram usar esse dado a seu favor. Valendo-se de serviços que compilam estatísticas dobre pirataria musical on line, elas sabem onde, quando e quantas vezes o novo hit de um artista foi baixado, inclusive os gostos de quem baixou. Com isso na mão, fica mais fácil programar lucrativamente shows, turnês conjuntas e lançamentos regionais dessa ou daquela música.

 

Para Eric Garland, executivo do BigChampagne, que destrincha o caminho de 7,5 bilhões de MP3 por ano, não há conflito ético em se beneficiar dessas informações. “As montadoras também, analisam as cores e os modelos dos carros mais roubados. É a mesma coisa. Não há porque ter vergonha” disse Garland. Ele conta que seu negócio é lucrativo há 9 anos, mas que os clientes evitavam falar sobre isso para não complicar os processos que moviam contra donos de MP3 ilegais. “Essa fase acabou. Hoje as gravadoras vêem os fãs de música grátis como potenciais consumidores de outros produtos.”

 

O cantor e compositor Raymundo Fagner, entre outros, também se declarou partidário da pirataria musical, uma vez que auxilia na democratização da cultura, bem como, obrigou as gravadoras a reverem os preços abusivos dos CDs, por elas praticados.

 

Uma breve história do download gratuito de música: O Napster foi o primeiro “baixador” a bombar na rede, em 1999. Quando fechou, em 2001, seus fãs foram para o Audiogalaxy, cuja busca funcionava na web mesmo, sem software específico; o KaZaa, que depois virou um “pulgueiro” de spam e o Soulseek que até hoje preza seu status e repertório alternativos. A partir de 2004 impera o BitTorrent, no qual o download é solidário: cada usuário cede uma parte, atraída por um “imã” chamado torrent. O LimeWire e o eMule também usam torrents; o pessoal costuma variar entre programas, cujas redes costumam sair do ar sem prévio aviso. Hoje, a “modinha” é baixar arquivos de sites específicos, que se valem de servidores como o alemão RapidShare. Há torrents de filmes, games e séries, todos estão no portal sueco Pirate Bay que até tentou comprar um “micropaís”, onde suas atividades seriam legais.         

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Puberdade precoce.

outubro 31, 2008

ATINGE MENINAS ANTES DOS 8 ANOS DE IDADE

      

A publicação desta matéria deu-se em função de uma outra: em visita ao blog A lógica do Sabino, despertou-me  o interesse do caso ali mostrado de um pastor evangélico de 71 anos que havia engravidado uma menina de 10 anos. Afora a crueldade do episódio, algumas pessoas devem ter se perguntado: como isso é possível?

 

Pois bem, a puberdade precoce, um distúrbio predominantemente feminino, ocorre quando a criança apresenta os primeiros sinais de maturação sexual antes dos 8 anos de idade. A doença atinge 1 em cada 10000 meninas e, para cada 5 meninas com o problema há 1 menino na mesma condição. No caso das meninas, o corpo ganha formas arredondadas, os quadris se alargam, os seios se avolumam e os pêlos pubianos começam a crescer.  Um ano depois, em média, ocorre a menarca.

 

Descrita como doença no início do século XX, a puberdade precoce ainda não foi completamente decifrada pela medicina, embora seja evidente que ela está associada a um desequilíbrio hormonal. Um passo importante para a compreensão do problema foi dado recentemente por pesquisadores da USP. Em parceria com a Universidade Harvard, nos EUA, eles constataram que a mutação em um determinado gene induz ao desenvolvimento sexual prematuro. É a primeira vez que se estabelece uma relação entre herança genética e puberdade precoce. Até então, a influência da genética não passava de uma suspeita, com base no histórico familiar das pacientes.

 

O próximo passo é investigar se há outros genes ligados à doença, o que no futuro pode resultar no desenvolvimento de remédios mais específicos. A descoberta foi publicada na revista científica The New England Journal of Medicine.

 

Tudo começa com o aumento na produção do hormônio GnRH. Sintetizado na região cerebral do hipotálamo, ele funciona como um maestro no processo da puberdade. Nas meninas, o GnRH, está envolvido na fabricação do hormônio estrógeno pelos ovários, que detona o início da puberdade. O problema surge quando os níveis de GnRH sobem antes da criança completar 8 anos. A medicina só conseguia explicar a alta hormonal fora de hora em 10% dos casos, aqueles em que o paciente é vítima de outras doenças, como a meningite. Agora, com o estudo dos pesquisadores brasileiros e americanos, acredita-se que uma modificação no gene GPR54 talvez seja uma das principais causas da maioria dos quadros de puberdade precoce.

 

Freqüentemente, os médicos são procurados por mães aflitas por conter a puberdade das filhas pequenas. Na maioria das vezes, porém, o distúrbio não requer nenhuma intervenção. No último século, a idade da primeira menstruação caiu consideravelmente. Atualmente, a menarca ocorre por volta dos 12 anos. Isso significa que os primeiros sinais da puberdade começam a surgir de dois a três anos antes, o que se enquadra no padrão de normalidade.

Uma crise incentivada.

outubro 31, 2008

Na área da publicidade, criamos e utilizamos todas as ferramentas que dispomos para gerar consumo. E esse consumo tem sido a locomotiva que gera a economia, sendo a principal fonte de renda de quase toda a mídia.

Ignorando essa fonte de receita é a própria mídia que fomenta a crise incentivando as massas a retraírem o consumo.

O dragão é invisível, mas quem aceitar e fortalecer sua crença deixara de passear no parque com o medo que ser tragado. Aprendemos a lutar contra qualquer força oponente e não fugir das adversidades.

Empresas deixam de investir devido à falta de consumo, não havendo consumo as empresas entram em crise, empresas em crise demitem funcionários, é onde irão dizer que a crise era eminente quando a projetaram.

O presidente Lula disse:

“Temos que olhar para isso (a crise) com a atenção que ela merece de nós. Mas não podemos entrar na síndrome do pânico e paralisar nossas atividades por causa dela”.

É evidente que o governo não financia nem explora a crise, ao contrário procuram até ameniza-la, pois é um dos grandes perdedores. E porque dos meios de comunicação, principalmente aquelas de maior penetração procurar explora-la assim como a televisão?

Qualquer mídia direcionada ao público-alvo tem sido muito mais branda, mostrando sua real preocupação, diferentemente daquelas as quais abrangem a grande massa consumidora.

Em virtude da retração do comércio, procuramos através da publicidade aquecer a vendas, contrariando o marketing da crise que tem se demonstrado mais eficiente, porque infelizmente a má notícia possui maior notoriedade.

Os ciclos solares.

outubro 30, 2008

 

USINA DE ENERGIA
Diferença de velocidade na rotação do astro faz com que a atividade solar varie em ciclos de 11 anos.

 

  

Aparente hiperatividade do astro alimenta especulações sobre bombardeio radioativo. Mas a estrela está se comportando conforme o previsto.

 

Muitos dos cenários para 2012 baseiam-se na idéia de que o Sol estaria passando por um período de atividade sem precedentes. Os defensores dessa tese ressaltam o fato de que, entre 28 de outubro e 4 de novembro de 2003, ocorreram algumas das maiores explosões solares já registradas. Em 20 de janeiro de 2005, a Terra registrou o maior bombardeio de partículas de alta energia oriundas do Sol. Como 2005 foi o ano do furacão Katrina, há quem vincule os fenômenos, sugerindo que o clima é governado por variações na atividade solar. Como a previsão dos astrofísicos é de que 2012 registre um ponto de alta atividade em nossa estrela, há quem acredite que a soma de tudo isso seja uma catástrofe.

As variações na atividade solar são causadas por mudanças na configuração do campo magnético que ocorrem a cada 11 anos. Para Adriana Silva Valio, pesquisadora do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie, basta dar uma olhada nos dados dos últimos oito anos para ver que o Sol tem se comportado normalmente. De lá para cá, a atividade reduziu-se, e a tendência é que, nos próximos anos, volte a se intensificar, alcançando patamares elevados em 2012. Tudo isso está dentro do esperado.

O decréscimo da atividade aconteceu mesmo com as superexplosões de 2003. “O fato é que a tecnologia para acompanharmos o fenômeno é muito recente. Talvez eventos semelhantes tenham acontecido no passado”, afirma Adriana. Ela também diz que o ciclo solar de 11 anos, por si só, não parece ser capaz de afetar significativamente o clima da Terra. “No ponto de maior atividade, a quantidade de energia solar recebida pela Terra cresce apenas 0,1%.”

Porém, ela diz que fatores desconhecidos e ligados ao Sol parecem sim afetar o clima na Terra. “No século 18, o Sol não apresentou manchas por sete décadas. O mundo ficou mais frio, e os canais de Veneza congelaram. Mas parece que para que mudanças assim ocorram levam décadas ou mesmo séculos”, diz

 Fonte: Revista Galileu

 

 

 

Acabar com o dinheiro em espécie?

outubro 29, 2008

Com a preocupação sobre que o dinheiro pode fazer com as pessoas, me deparo a pensar na possibilidade de uma sociedade mais justa, e não é falta do que fazer não. Sei que é polemico, mas o objetivo é esse mesmo, refletirmos sobre essa possibilidade. Muitos poderão dizer que se trata de mais uma utopia deste maluco. No entanto o mundo  esta cheia de invenções malucas onde a maioria nem saiu do papel. Mas o por que de nivelarmos por baixo? Com certeza os maiores e melhores inventos os quais nos proporcionam uma vida melhor nos dias atuais, quando de seu projeto (se é que existia algum) seus criadores fugiram de muitos manicômios.

Partindo da premissa, para que serve o dinheiro em espécie? Com certeza para pagarmos uma conta aqui e outra acolá, será mesmo? Isso para nós reles mortais, a maioria desse dinheiro serve para as transações ilegais, fraudes, extorsões, corrupções, trafico, e contrabando, meus amigos economistas com certeza irão me ironizar, um mundo sem dinheiro, onde já se viu?

Muitos dos crimes com certeza deixariam de ser cometidos, pois toda transação seria oficializada através de transações bancárias, e nossas despesas pessoais através do cartão de crédito ou débito. Alguém poderia me perguntar e para a compra ambulante, bastaria haver mais caixas eletrônicos espalhados assim como os telefones públicos, fazendo uma operação de uma conta para outra.

Eliminaríamos todos os controles de fiscalizações, poderia os tributos federais, estaduais e municipais serem calculados através dessa movimentação.

É um “treco” muito, ou totalmente doido, mas ai eu quero ver pastas pretas circulando nos corredores do nosso congresso, alguém com dinheiro nas cuecas e ainda algum enriquecimento ilícito.

Pode ser extremo? Com certeza é, mas e dai? Que alguém me diga que estou errado, e onde? Uma possibilidade que não descarto, mas, por favor, me diga onde?

 

REESCREVENDO A HISTÓRIA (Jesus homem – Parte 2)

outubro 29, 2008

QUAL DELES SERIA O “VERDADEIRO”?

          

Essas imagens são apenas algumas das inúmeras existentes, na tentativa inútil de apresentar um rosto para Jesus. Conflitantes que nem elas, são as estórias que se contam para embasar sua provável “passagem” pela Terra.

É muito difícil aceitar à luz da razão que o personagem mais influente da História também seja um dos mais misteriosos. Jesus de Nazaré não tem data de nascimento ou morte registrada com segurança. Não deixou nada escrito de próprio punho (há até quem argumente que ele provavelmente era analfabeto). Não restou um único artefato do qual se possa dizer com certeza que pertenceu a ele. Os relatos de seus seguidores, escritos entre três e nove (ou mais) décadas após a morte na cruz, falam com riqueza de detalhes de um período curtíssimo de sua vida adulta, elencando seus atos e ensinamentos, mas nos deixam no escuro sobre a maior parte de sua infância e adolescência, suas angústias pessoais e seu relacionamento com amigos e familiares.

Os Evangelhos que foram dezenas, deveriam fornecer mais luz e informação sobre sua infância e juventude. Todavia, mesmo fora dos apócrifos (Evangelhos rejeitados pela Igreja), nos Evangelhos canônicos, seus escritores não se furtaram de fornecer fatos que demonstram a humanidade nada divina de Jesus.

 

“Como qualquer estudioso sabe, os Evangelhos, como documentos e testemunhos históricos, são reconhecidamente não confiáveis”.  (Manuscritos do Mar Morto, pg. 13 – Michael Baigent e Richard Leigh).

Até a idade de Jesus é desconhecida. Lucas em 3,23 diz: “Ora,  tinha Jesus cerca de trinta anos quando começou o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Heli”. Isso significa que poderia nem ter ainda, essa idade. Lucas só teria “escrito” seu Evangelho por volta do ano 80 (Bíblia de Jerusalém, fl. 1277), portanto, 50 anos aproximadamente após a morte de Jesus, baseando os “seus escritos”, em tradições e lendas.

João, que foi companheiro de Jesus, no cap. 8 do seu (?) Evangelho, falando sobre uma polêmica de Jesus com os judeus, diz: “ …Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?”

Teriam os judeus confundido a idade de Jesus, vendo nele um homem de cinqüenta anos, quando deveriam ver apenas um jovem de trinta anos? Pode-se confundir idades dessa maneira?

É uma contradição que nunca poderá ser desfeita, do contrário ter-se-á que admitir que um dos escritos não diz a verdade, portanto não foi inspirado pelo Espírito Santo, sendo, em conseqüência, falso ou apócrifo.

 

Jesus não era ingênuo ou ignorante. Se Mateus, no seu Evangelho canônico, diz que José abandonou Maria, sua mãe, por esta lhe haver ocultado o seu estado de gravidez, antes de se casarem, portanto lhe mentindo, porque Jesus não teria conhecimento desse fato? O próprio José não quis manter, com sua esposa, as relações normais entre casais unidos pelo matrimonio, até que se desvencilhasse do fruto que trazia em seu ventre, cuja paternidade lhe fora ocultada por Maria. “E não a conheceu até que deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1,25)

Não seria para Jesus, um motivo de revolta, saber que era um filho bastardo? Como seria tratado por seus companheiros de infância, que em momentos de atritos, não deixariam de lhe impingir sua procedência, que era desabonadora aos olhos judeus?

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Esta parte é o complemento da parte 1, concluímos assim a introdução da nossa matéria. A seguir, com base nos apócrifos, destacaremos algumas passagens da infância e adolescência de Jesus que serão tratadas na próxima parte.