
Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, Anistia Internacional, Aisha Ibrahim Duhulow foi morta no dia 27 de outubro por um grupo de 50 homens em um estádio na cidade portuária de Kismayo, no sul do país, diante de mil espectadores.
São os absurdos cometidos em nome de um Deus, que se realmente existisse teria evitado a pobre criança de sofrer o abuso, mas em seu nome fora punida.
A menina foi acusada de violar leis islâmicas e detida pela milícia al-Shabab, que controla a cidade.
“Dentro do estádio, membros da milícia abriram fogo quando algumas das testemunhas tentaram salvar a vida de Duhulow, e mataram a tiros um menino que estava observando tudo”, disse nota no website da Anistia Internacional.
Segundo a organização, há notícia de que depois um porta-voz da al-Shabab pediu desculpas pela morte da criança, e disse que um miliciano seria punido.
Jornalistas somalianos haviam noticiado que Duhulow tinha 23 anos de idade, julgando pela sua aparência física. A verdadeira idade dela só veio à tona quando seu pai disse se tratar de uma criança.
Duhulow lutou contra quem a detinha, e foi levada à força para dentro do estádio.
A Anistia Internacional disse que foi informada por várias testemunhas que, em dado momento durante o apedrejamento, enfermeiras receberam instruções para verificar se Aisha Ibrahim Duhulow ainda estava viva.
Ao constatarem que sim, a menina foi recolocada em um buraco no chão onde tinha sido coberta de pedras, para que o apedrejamento continuasse até sua morte.
Segundo a Anistia, nenhum dos homens que estupraram a menina foi preso, chegando a hipocresia do estado em condenar mas não proteger.
A Anistia Internacional vem realizando uma campanha para pôr fim à prática de punição por apedrejamento. “A morte de Aisha Ibrahim Duhulow demonstra a crueldade e a discriminação inerente contra mulheres nesta punição”, disse nota no website da organização.
Fonte: BBC
Novembro 3, 2008 às 3:53 pm
Essa gente me dá asco!
Novembro 3, 2008 às 5:40 pm
As estatísticas demonstram um número cada vez maior de céticos, no entanto também cresce o número de fanáticos tornando-se por sua vez mais radicais.
Novembro 4, 2008 às 12:45 am
A Somália tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do mundo, com cerca de 10% das crianças morrendo pouco depois de nascer e 25% das sobreviventes morrem antes dos 5 anos de idade. A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras considera a situação do país “catastrófica”. Para piorar, o país tem o maior número de subnutridos do mundo (75%), enquanto que a Etiópia possui 50% de seu povo nessa condição. Isso coloca a Somália entre os 8 países mais pobres do mundo (o mais pobre é Serra Leoa). Apenas 24% da população sabe ler e escrever.
Quadro perfeito para imperar o fanatismo religioso, no caso o Islamismo sunita que prevê punições, tais como, essa descrita na matéria.
O que para nós salta aos olhos como uma verdadeira aberração, para esse tipo de gente (?) é a vontade de Deus.
Novembro 4, 2008 às 9:51 am
“Quadro perfeito para imperar o fanatismo religioso”, é onde prospera a ignorância destacando os fundamentalistas e os charlatões, terreno fértil para plantar a falta de capacidade que possui o homem para buscar seus objetivos, voltando-se aos seres celestiais.